ÁTRIO DO MUSEU
Título: O Lúdico na Infância. Uma evolução no tempo
Período: 8 de Dezembro 2009 a 7 de Março 2010
Projecto: Museu Etnográfico da Madeira
Texto: César Ferreira

Para a criança, actualmente, o brinquedo, é sinónimo de prazer e divertimento, No entanto, os brinquedos e brincadeiras e a concepção da sociedade sobre a infância, sofreram grandes modificações ao longo dos tempos.
Antigamente os brinquedos eram considerados frívolos porque “desviavam” a atenção das crianças nos estudos. Pouco a pouco, graças aos pedagogos, psicólogos e pensadores, mudaram-se as mentalidades.
Começou-se a tomar consciência da importância da criança enquanto indivíduo que devia ser estimulado e o seu desenvolvimento acompanhado, observado e compreendido. Estes chegaram à conclusão que os brinquedos eram de vital importância para o desenvolvimento e educação da criança, por estimular a imaginação, a capacidade de raciocínio e por desenvolver a auto-estima e a integração na vida social.
Noutros tempos, os brinquedos tradicionais tais como a bola, o papagaio de papel, a boneca, o cavalo de pau ou o carro de cana eram construídos, maioritariamente pelas próprias crianças. Brincavam, também, com os recursos que a natureza oferecia – areia, água, pedras, penas de aves – e com todo o tipo de pequenos objectos.
Os brinquedos fabricados pelos artesãos, já existiam desde a Antiguidade, embora em pequenas quantidades e foram evoluindo ao longo dos tempos. A industrialização contribuiu para o crescimento da classe média, o que permitiu o desenvolvimento de uma verdadeira indústria nesta área.
A utilização de novos materiais, o desenvolvimento de conhecimentos técnicos, (como os mecanismos e motores cada vez mais complexos) e a revolução electrónica permitiu o aparecimento de novos brinquedos.